quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Handebol


Histórico

Homero, na Odisséia, foi quem primeiro citou o handebol; depois foram os romanos; mas a Alemanha é quem iniciou o jogo como se conhece hoje

     A bola é sem dúvida um dos instrumentos desportivos mais antigos do mundo e vem cativando o homem há milênios. O jogo de “Urânia” praticado na antiga Grécia, com uma bola do tamanho de uma maçã, usando as mãos, mas sem balizas é citado por Homero na Odisséia. Também os Romanos, segundo Cláudio Galero (130-200 DC), conheciam um jogo praticado com as mãos, “Hasparton”. Mesmo durante a Idade Média, eram os jogos com bola, praticados como lazer por rapazes e moças. Na França, Rabelais (1494-1533) citava uma espécie de handebol (“esprés jouaiant à balle, à la paume”). Em meados do século passado (1848), o Prof. dinamarquês Holger Nielsen criou no Instituto de Ortrup, um jogo denominado “Haaddbold” determinando suas regras. Na mesma época dos tchecos conheciam jogo semelhante denominado “Hazena”. Fala-se também de um jogo similar na Irlanda, e no “Sallon”, do uruguaio Gualberto Valetta, como precursor do handebol. Todavia, o handebol como se joga hoje, foi introduzido na última década do século passado, na Alemanha, como “Raftball”.  Quem o levou para o campo, em 1912, foi o alemão Hirschmann, então secretário da Federação Internacional de Futebol.

Karl Schelenz
     O período da primeira Grande Guerra (1915 a 1918) foi decisivo para o desenvolvimento do jogo, quando o Prof. de ginástica Berlinense Max Heiser, criou um jogo ao ar livre para as operárias da Fábrica Siemens, derivado do “Torball” e quando os homens começaram a pratica-lo o campo foi aumentando para as medidas do futebol. Em 1919, o Prof. Alemão Karl Schelenz reformulou o “Torball”, alterando seu nome para “Handball” com as regras publicadas pela Federação Alemã de Ginástica, para o jogo com 11 jogadores. Schelenz levou o jogo como competitivo para a Áustria, Suíça além da Alemanha. 
     Os rigores dos inverno não permitiam a prática do handebol em campo aberto, fato que levou este esporte a uma adaptação, para que pudesse ser praticado em recinto fechado e de menor tamanho. Coube aos suecos a inovação que foi o “inne-hand-ball” (handebol no interior) ou “hallen-handeball” (handebol de salão) como o chamam os alemães, diminuindo o tamanho do campo e o numero de jogadores, que passou a ser de sete atletas. Com isso, as jogadas ganharam em movimentação e rapidez. A natureza do piso possibilitava a maior movimentação com a bola. O campo, por ser de dimensões menores, permitia a todos os jogadores em campo atacarem e defenderem em bloco, o que imprimia às jogadas uma espantosa velocidade, com grandes possibilidades de gol. 
     Em 1920 o Diretor da Escola de Educação Física da Alemanha tomou o jogo como desporto oficial. Cinco anos mais tarde, Alemanha e Áustria fizeram o 1º jogo internacional, com vitória dos austríacos por 6 a 3. Na reunião de agosto de 1927 do Comitê de Handebol da IAAF adotaram as regras alemãs como as oficiais, motivando a que na 25ª sessão do Comitê Olímpico Internacional, realizado no mesmo ano, fosse pedida a inclusão do handebol no programa olímpico. Como crescia o número de países praticantes, o caminho foi a independência da IAAF, o que aconteceu no dia 4 de agosto de 1928, no Congresso de Amsterdã, quando 11 países escolheram o americano Avery Brudage como membro da Presidência da FIHA.
     O COI então decidiu em 1934 que o handebol seria incluído nas olimpíadas de Berlim de 1936, o que realmente aconteceu com a participação de 6 dos 26 países então filiados, com a Alemanha vencendo a Áustria no jogo final por 10 a 6, perante 100.000 pessoas no Olympia Stadium de Berlim. Dois anos mais tarde, também na Alemanha, foi disputado o primeiro campeonato mundial, tanto no campo (8 participantes) como no salão (apenas 4 concorrentes). Tão logo terminou a Guerra Mundial, os dirigentes de handebol reuniram-se em Copenhague e fundaram a atual Federação Internacional com sede na Suécia sob a presidência do sueco Costa Bjork. Em 1950 a sede da IHF mudou-se para a Basiléia, na Suíça. Mesmo sem a participação dos alemães, criadores do jogo, os campeonatos mundiais foram reiniciados no campo em 1948 (para homens) em 1949 (para mulheres). No salão, já com os alemães, os certames foram reiniciados em 1954. Por razão climática, falta de espaço pela preferência do futebol e pelo reconhecimento de que era mais veloz, o handebol de salão passou a ter a preferência do público e a modalidade se impôs, a ponto de ser suspensa a realização de campeonatos mundiais de campo, desde 1966. Hoje, o handebol leva multidões aos ginásios, principalmente na Europa, onde os grandes astros são bem pagos e reconhecidos.


No Brasil


O handebol, até a década de 60, ficou restrito à São Paulo; depois começou a ser praticado em escolas de todo o Brasil

     Em nosso país, o handebol como modalidade de campo, foi introduzido em São Paulo por imigrantes, principalmente da colônia alemã, no início da década de 30, tendo a Federação Paulista sido fundada em 1940 realizando competições desde então. Atualmente só os campeonatos da modalidade de salão vem sendo disputada. O handebol ficou restrito à São Paulo até a década de 60, quando o Professor Augusto Listello (francês) no curso internacional de Santos o mostrou a professores de outros estados em forma didática. Esses professores então o introduziram em seus colégios e assim começou a ser praticado em outros estados. Em 1971, o MEC, em face ao seu crescimento nas escolas inclui o handebol de sete entre as modalidades dos Jogos Estudantis e Jogos Universitários Brasileiros (JEB’s e JUB’s). Com isso o handebol disseminou-se em todo o território nacional, com vários estados dividindo à partir daí os títulos nacionais.
     Em 1973 a antiga CBD fez disputar em Niterói o 1º Campeonato Brasileiro Juvenil para ambos os sexos. No ano seguinte em Fortaleza iniciou-se a competição para adultos. Como também outros estados além de São Paulo passaram a disputar as competições de handebol, em 1980, um ano após a criação da Confederação Brasileira de Handebol, foi disputada a 1ª Taça Brasil de Clubes, na cidade de São Paulo, então sede da entidade. Nos Jogos Pan-Americanos de 1999, realizados em Winnipeg, Canadá, o Brasil conquistou a medalha de ouro no feminino, e de prata, no masculino. Em São Paulo, o Handebol é uma das modalidades mais praticadas, principalmente no meio estudantil. Os campeonatos promovidos pela Federação Paulista de Handebol, com excelente organização e índice técnico, têm levado grande público aos ginásios, com jogos transmitidos pela ESPN-Brasil para todo o Brasil.


Regras Básicas

  • O jogo é realizado por duas equipes, cada equipe conta com 7 jogadores, sendo um goleiro e seis jogadores na linha com objetivo de marcar gol na baliza adversária.
  • A duração de uma partida é de 60 minutos, divididos em dois tempos de 30 minutos. Em caso de empate o jogo é levado a prorrogação, com dois tempos de 5 minutos.
  • Os jogadores podem caminhar ou correr com a bola, mas tem que bate-la no chão, como no basquete. O número de passos máximos sem bater a bola no chão é de 3.
  • O time que está com a bola deve ir ao ataque, não podendo ficar com a bola na sua defesa para passar o tempo.
  • Empurrões, puxões, segurar o adversário, bater e pular no adversário são consideradas faltas, caso uma dessas ações aconteça quando o adversário tem a chance de marcar um gol, o juiz marcará um tiro de 7 metros, que é como o pênalti no futebol.
  • Um jogador pode ser punido de 3 maneiras, advertência exclusão e desclassificação. Na primeira o jogador recebe um aviso (como o cartão amarelo no futebol), na segunda o jogador deverá permanecer fora da quadra por 2 minutos, e a terceira como o nome diz desclassifica o jogador e este não poderá retornar mais ao jogo (como o cartão vermelho no futebol).

Quadra


     A quadra é em geral feita de madeira envernizada e mede 40 metros de comprimento por 20 metros de largura, a linha mais importante é a que define a área do gol, um semi-círculo que se estende por seis metros a partir da linha divisória do gol, a área demarcada por esta linha é chamada de área do goleiro, nesta área somente o goleiro pode ficar, atacantes e defensores devem ficar fora dela, e não podem nem sequer pisar na linha, entretanto eles podem pular de fora para dentro dela, desde que soltem a bola enquanto estiver no ar.
     Outra marcação importante da quadra é a marca dos sete metros, onde são cobradas as faltas máximas, há também um alinha pontilhada a nove metros do gol que cruza a quadra de lado a lado e onde são cobrados os tiros livres, que são faltas menores.     O gol mede 3 metros de largura por 2 metros de altura.


Bola


         A bola de handebol é feita de material não escorregadio, tem 58,4 cm de circunferência e tem massa de 453,6 gramas para homens. Para mulheres ela tem 56,4 cm de circunferência e sua massa é de 368,5 gramas. A bola usada para homens é chamada de H3 e para mulheres é H2, porém para categorias inferiores usa-se uma bola menor, de acordo com a categoria, exemplo: na categoria infantil masculino utiliza-se uma bola H2. Curiosidade: No handebol de alto nível, costuma-se usar um tipo de cola especial para handebol, importada da Alemanha, na ponta dos dedos para facilitar o domínio da bola. 


Jogadores e suas posições


     Cada time possui 12 jogadores, 6 jogadores de linha e mais um goleiro, que além de ser o único jogador que pode tocar a bola com os pés (dentro da área), pode atuar como um jogador comum. Além disso cada time tem mais 5 reservas. O jogador não pode:Tocar a bola com qualquer parte da perna abaixo do joelho, Dar mais do que três passos com a bola na mão, sem batê-la no chão, assim como no basquete um drible duplo é tido como falta e o time perde a posse de bola.

     As posições de ataque do handebol são as seguintes:

  1. Goleiro;
  2. Ponta-esquerda, que joga bem no canto da quadra do lado esquerdo;
  3.  Meia-esquerda, que joga um pouco atrás do ponta esquerda;
  4. Armador-central, a posição mais importante do time, todas as jogadas passam pela mão dele; 
  5. Meia-direita, assim como o meia-esquerda, porém do lado direito; 
  6. Ponta-direita, que joga logicamente na ponta direita da quadra;
  7. Pivô, joga infiltrado na defesa do adversário, joga fazendo bloqueios para os companheiros e recebendo bolas na linha dos 6 metros.

O jogo


     O jogo de handebol é constituído por dois tempos de 30 minutos com 10 minutos de intervalo entre eles, nas últimas olimpíadas de Atlanta foi permitida a utilização do tempo, como no voleibol.     O número de substituições é ilimitado mas elas tem de ser feitas no espaço de 4,45 metros que cada time possui especialmente para isso, elas são feitas também sem a interrupção do jogo e é preciso que um jogador saia completamente da quadra antes que outro entre em seu lugar, caso ocorra uma substituição incorreta, ela deve ser avisada ao árbitro da partida pela mesa do jogo, que é constituída por um cronometrista e um marcador de gols. E então o jogador que cometeu a infração recebe uma punição de 2 minutos.     O objetivo básico do jogo é manobrar o adversário passando a bola hábil e rapidamente entre os jogadores e quando possível arremessá-la ao gol, marcando um ponto caso a bola ultrapasse completamente a linha de gol. É preciso muito jogo de corpo para enganar o adversário e deixar um companheiro livre.      Como no futebol e no basquete, é preciso mudar rapidamente de direção e velocidade e usar passes inesperados (às vezes no maior estilo NBA) para atingir o gol.


As punições



     As punições no handebol são bastante rígidas e variam desde a advertência com o cartão amarelo até a desqualificação com o cartão vermelho. A seguir você terá uma lista com todas as punições possíveis:

  • Cartão amarelo (advertência)
     Serve como advertência a um jogador, é usado em algumas faltas, por reclamação ou quando o jogador não deixa a bola no lugar após a marcação do árbitro.

  • Dois Minutos
          O jogador que receber esta punição deve ficar por dois minutos fora do jogo, sem direito à substituição, ou seja, seu time fica com um jogador a menos durante dois minutos. Esta punição é dada a faltas violentas ou a substituições incorretas.     O jogador também recebe dois minutos caso for receber o segundo amarelo e caso o time já tenha dois amarelos, o próximo cartão será substituído por um dois minutos.

  • Cartão Vermelho (Desqualificação)
         Quando um jogador recebe um cartão vermelho ele deve retirar-se da quadra, inclusive do bando de reservas e não pode mais voltar à mesma.     O time fica com um jogador a menos durante dois minutos e depois desse tempo pode completar o time com outro jogador que não seja aquele que foi expulso. Um jogador não pode receber mais de três dois minutos durante uma partida, se isso acontecer ele é desqualificado do jogo, como se tivesse recebido um cartão vermelho.


Fundamentos

  • Empunhadura: é a forma de segurar a bola do handebol com as mão. Na empunhadura os cinco dedos da mão permanecem bem afastados entre si e a palma fica ligeiramente côncava.

  • Recepção: é a ação específica de receber, amortecer e reter a bola de forma adequada nas diferentes posições e situações em que o jogador for solicitado. 

  • Passe: é a ação de enviar e dirigir a bola ao companheiro, de forma correta, para facilitar a próxima ação. O passe e a recepção são técnicas utilizadas pelos jogadores na preparação da finalização, ou seja, na colocação de um companheiro em condições favoráveis de arremessar a bola em direção ao gol adversário. 

  • Arremesso: é a ação de enviar a bola em direção ao gol adversário, aplicando um forte impulso (força) na mesma, para dificultar a ação do goleiro, procurando que ela adentre ao gol, tendo como objetivo, assim, a marcação de um gol. 

  • Progressão: é a ação de deslocar-se na quadra, movimentando-se de um lugar a outro, de posse da bola, obedecendo as regras do jogo no que diz respeito ao manejo da bola. 

  • Drible: é a ação de impulsionar e dirigir a bola em direção ao solo, uma ou mais vezes, sem perder o controle da mesma. O drible serve para progredir na quadra ou reter a bola em situação especial. 

  • Finta: é a ação que o jogador realiza, de posse de bola, para dirigir os movimentos do defensor numa direção falsa, desviando a sua atenção da própria real intenção, causando-lhe o desequilíbrio. A finta tem como objetivo enganar e passar pelo adversário além de desorganizar a defesa.

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Voleibol

HISTÓRICO

O Voleibol foi criado no dia 09 de fevereiro de 1895, em Massachussets, por William George Morgan, responsável pela Educação Física no Colégio de Holyoke, no Estado de Massachussets, nos Estados Unidos da América. Este professor de Educação Física, ao procurar criar uma nova atividade que fosse suave e motivante, ao contrário do fatigante e competitivo basquetebol, que se pudesse praticar no Inverno e que não colocasse tantos problemas de material e de ocupação como o tênis  inventou uma nova modalidade, a que chamou de “minonette” e que deu origem ao voleibol dos nossos dias.

William George Morgan
           Seu objetivo era criar um esporte na qual não houvesse contato físico entre seus participantes de modo a minimizar possíveis riscos de lesões. 
William Morgan tentou criar uma atividade de carácter mais recreativo, que se adaptasse aos seus alunos e aos homens de negócios que frequentavam os seus cursos e que simultaneamente exigisse um grande esforço e uma movimentação variada. Ter-se-á inspirado do tênis  uma vez que permaneceu na sua ideia uma rede a dividir o espaço de jogo, ao mesmo tempo que o jogo deveria ser jogado num recinto retangular  entre duas equipas separadas por uma rede, mantendo uma bola em movimento, até que esta tocasse no solo, ou fosse batida para além dos limites do campo.
O número de jogadores não era limitado só tinha de ser igual para ambas equipas. O sistema de rotação era já usado, para que todos jogadores pudessem servir.
Era pois, um jogo que poderia ser jogado em recintos cobertos ou ao ar livre, por um qualquer número de jogadores, que não precisavam de material para bater a bola, pois poderiam fazê-lo com as próprias mãos. A dificuldade estava em arranjar uma bola de grandes dimensões e de pouco peso, que se adaptasse ao tipo de jogo que se havia idealizado.
Como a bola de basquetebol era muito pesada, começou por se usar a sua câmara, o que também se tornava demasiado leveFoi então que a firma A. G. Spalding & Brothers criou uma bola idêntica à dos tempos atuais.
A primeira demonstração pública deste jogo foi realizada em 1896 no Springfield College, durante uma conferência de diretores de Educação Física do YMCA (Young Man Christian Association). Morgan apresentou duas equipas formadas por cinco jogadores, num campo de 15,35 m de comprimento, por 7,625 m de largura e com a rede colocada a uma altura de 1,98 m.
Durante a exibição o Prof. Alfred Halstead sugeriu a mudança de nome para “Volley-ball” que na sua opinião era mais adaptada ao jogo e com a qual Morgan concordou.
Estavam assim lançadas as bases de um jogo que, sofrendo variadas e profundas alterações, em breve se iria expandir e popularizar por todo o mundo.
  As primeiras regras que se conhecem datam de 1896 e foram escritas por J. Y. Cameron, sendo as principais as seguintes:

  1.  O jogo era constituído por nove innings. Um inning consistia na execução de três serviços por jogador em cada equipa.
  2.  Sistema de pontuação - uma equipa só marcava ponto quando possuía o serviço.
  3.  A rede não podia ser tocada.
  4.  A bola não podia ser agarrada.
  5.  A bola podia tocar em qualquer objecto estranho ao jogo e se voltasse novamente à área de jogo podia continuar a ser jogada.
  6.  Os jogadores podiam tocar na bola duas vezes consecutivas.
  7.  O número de toques era ilimitado.
  8.  O número de jogadores por equipa era variável.
  9.  O campo tinha 50 pés (15,35 metros) de comprimento, 25 pés (7,625 metros) de largura e a rede estava colocada a uma altura de 6 pés e 6 polegadas (1,98 metros).

À medida que os jogadores foram evoluindo tecnicamente, que as equipas foram aperfeiçoando e melhorando a sua condição física e os conhecimentos tácticos, houve uma natural necessidade de modificar e aperfeiçoar as regras do jogo. Exemplo disso são as alterações feitas no Congresso da FIVB em 24-09-94 em Atenas, especialmente às regras 14.4.1 - "A bola pode ser tocada com qualquer parte do corpo." e 14.4.3 b) - "No primeiro toque da equipa (regra 19.2) a bola pode tocar consecutivamente várias partes do corpo, desde que esses contatos tenham lugar no decorrer da mesma ação " com o intuito de haver cada vez menos paragens no jogo e maior espetacularidade em cada ponto.
As regras do Voleibol sofreram uma evolução ao longo dos tempos, tendo sido introduzidas inúmeras alterações até aos dias de hoje:

1900 - Bola na linha era considerada válida.
- Bola que tocasse qualquer objecto exterior ao campo era considerada perdida.
1912 - Introduzida a rotação.
- Abolido o conceito de inning e o jogo prolongado até aos 15 pontos.
- Proibição dos jogadores tocarem na bola duas vezes consecutivas.
1918 - O número de jogadores por equipa foi fixado em seis.
- O número máximo de toques de bola foi limitado a três.
- Aparecimento da linha central.
1925 - Apareceu a obrigatoriedade da vantagem de dois pontos, quando as equipas estavam em igualdade a 14 pontos.
- Aparecimento do bloco (inicialmente a regra só permitia ao jogador blocador um contacto com a bola).
1949 - Apareceu a regra que permitia a penetração do passador e a possibilidade de atacar com três jogadores.
1951 - Adoção da regra que permite passar as mãos por cima da rede durante o bloco e no movimento terminal do remate.
1957 - O tempo de repouso foi reduzido para 30 segundos.
1959 - Estabeleceu-se a largura de 5 cm para as linhas do campo.
1964 - O jogador blocador pode passar as mãos para o campo adversário (bloco ofensivo) e tocar a bola duas vezes sucessivas.
1970 - Apareceram as varetas para delimitarem o espaço de jogo e facilitar a acção dos árbitros.
1976 - Foi adoptada a regra que permite três contactos com a bola após o toque de bloco
1984 - Proibição de blocar a bola proveniente do serviço. Autorização do duplo contacto na primeira acção de jogada.
- Introdução do 17º ponto como decisivo, em caso de igualdade a 16 pontos.
- 5º set jogado em sistema de marcação contínua.
- Estabelecimento de três minutos de intervalo entre todos os sets.
1992 - Abolido o ponto limite no 5º set. Em caso de igualdade a 14-14 o jogo continua até que uma das equipas obtenha uma vantagem de 2 pontos.
- Os jogadores podem tocar a bola com qualquer parte do corpo até ao joelho.
            - O toque na rede é falta, excepto quando um jogador que não participa na acção toca acidentalmente na rede.
1994 - Mudança da zona de serviço de 3 m para 9 m de largura.
- Os jogadores podem tocar a bola com qualquer parte do corpo.     

Em 1964, o voleibol passou a fazer parte do programa dos Jogos Olímpicos, tendo se mantido até a atualidade. 


No Brasil


          Não se tem registro de quando o vôlei chegou às terras brasileiras. Oficialmente, a primeira competição do esporte no país foi realizada em Recife (PE), em 1915, organizada pela Associação Cristã de Moços (ACM) local, e com regras e regulamento definidos. Assim, tudo leva a crer que o esporte já era praticado informalmente antes desta data. A partir daquele momento, entretanto, colégios de outras cidades pernambucanas passaram a ter o vôlei como uma de suas disciplinas de educação física. Dois anos depois, em 1917, o esporte chegou à ACM de São Paulo.
          A primeira competição internacional da qual o Brasil participou foi o 1º  Campeonato Sul-Americano, em 1951, mesmo antes da fundação da Confederação Brasileira de Volley Ball (CBV), em 1954. O Sul-Americano foi patrocinado pela então Confederação Brasileira de Desportos (CBD), com o apoio da Federação Carioca de Volley Ball, e aconteceu no ginásio do Fluminense, no Rio de Janeiro, entre 12 e 22 de setembro daquele ano, sendo campeão o Brasil, no masculino e no feminino.
          Em 1954, a Confederação Brasileira de Voleibol foi criada com o objetivo de difundir e desenvolver o vôlei no país. Dez anos mais tarde, o vôlei brasileiro marcou presença nos Jogos Olímpicos de Tóquio, quando o esporte fez sua estréia na competição. Assim como no futebol o Brasil é o único país que disputou todas as Copas do Mundo, os sextetos nacionais masculinos de vôlei participaram de todas as edições das Olimpíadas.
A estréia do país em competições em solo europeu foi para a disputa do Campeonato Mundial de Paris (FRA), em 1956, quando a Seleção masculina foi comandada pelo técnico Sami Mehlinsky. O Brasil terminou na 11ª colocação.
     

REGRAS BÁSICAS

  • As equipes são compostas por doze jogadores, seis titulares e seis reservas. Normalmente um jogador especialista em defesa, um levantador e um atacante pelo meio e três atacantes pelas pontas. Este especialista em defesa é o líbero.
  • O líbero joga somente na zona de defesa, posições 1,5,6 sendo proibido de sacar, cortar e bloquear, porém sua função é melhorar a recepção, para que a bola chegue rápida para o levantador. Joga com camisa diferente e normalmente não é alto, mas extremamente ágil. 
  • As esquipes na quadra de jogo são separadas ao meio por uma rede que mede:
- 2,43 metros na categoria masculina
- 2,24 metros na categoria feminina
  • Um jogo de voleibol: dura de 3 a 5 sets. Sendo que os 4 primeiros vão até 25 pontos, o último é denominado tie-breake dura até 15 pontos. A diferença sempre terá de ser dois pontos, 24 a 24 vai a 26, o mesmo ocorre no tie- breake.
  • Sendo assim, um jogo de voleibol pode ter até 5 sets divididos entre as equipes adversárias. Por exemplo: 3 x 0, 3 x 1 e 3 x 2.
  • No saque, o jogador não pode pisar na linha, a bola deve passar por cima da rede, podendo tocá-la.
  • Cada equipe pode dar três toques na bola, não contando o toque do bloqueio.
  • O jogador não pode dar mais de um toque na bola por jogada.


Composição das Equipes


     É constituída de no máximo 12 jogadores, um técnico, um assistente técnico, um preparador físico e um médico.
     Um dos jogadores é o capitão da equipe e como tal deve ser indicado na súmula do jogo.     Cada jogador tem a opção de registrar, entre seus jogadores, um jogador especializado em defesa "Libero".     Somente os jogadores registrados na súmula podem entrar na quadra e participar do jogo.      
     Após o capitão da equipe e o técnico terem assinado a súmula, o registro dos jogadores não pode mais ser mudado.


Uniforme


     O uniforme dos jogadores consiste em camisa, calção, meia e tênis.
     As camisas, calção e meias devem ser iguais e ter a mesma cor para todos da mesma equipe (exceto o Libero).     O ténis deve ser leve e flexível, com sola de borracha ou de couro, sem salto.     A camisa dos jogadores deve ser numerada de 1 a 18.     O número deve ser colocado no centro das camisas, tanto na frente quanto nas costas.


Quadra


     A quadra tem 18 metros de cumprimento por 9 metros de largura no meio passa a linha central, dividindo a quadra em duas. as linha que ficam ao lado são chamada linha laterais.e depois a linha de fundo. Dentro da quadra tem uma linha que fica três metros depois da linha central, é chamada linha de ataque, serve para definir os atletas que estão na rede e os que estão no fundo da quadra. Só os atletas que estão na rede podem bloquear e os atletas que estão no fundo da quadra só podem atacar pulando antes desta linha. 
     Acima da linha central, é postada uma rede de material sintético a uma altura de 2,43m para homens ou 2,24m para mulheres (no caso de competições juvenis, infanto-juvenis e mirins, as alturas são diferentes). Cada quadra é por sua vez dividida em duas áreas de tamanhos diferentes (usualmente denominadas "rede" e "fundo") por uma linha que se localiza, em cada lado, a três metros da rede ("linha de 3 metros"). 

     No voleibol, todas as linhas delimitadoras são consideradas parte integrante do campo.     
     Deste modo, uma bola que toca a linha é considerada "dentro" (válida), e não "fora" (inválida). Acima da quadra, o espaço aéreo é delimitado no sentido lateral por duas antenas postadas em cada uma das extremidades da rede. No sentido vertical, os únicos limites são as estruturas físicas do ginásio. 


Rede


     A altura da rede do masculino é 2.43m a do feminino é 2.24m.
     A rede mede 1 metro de largura por 9,50 metros de comprimento e é feita em malhas na cor preta formando quadrados de 10 cm de lado.
     A antena mede 1.80m de comprimento e 10mm de diâmetro, relembrando se a bola tocar na antena, ponto do outro time.
     Os postes que sustentam a rede devem estar a uma distância de 50 cm a 1 metro de cada linha lateral. Eles devem ter uma altura de 2,55 metros e devem ser preferencialmente ajustáveis.     Os postes devem ser redondo, lisos e fixados ao solo. É proibido a fixação dos postes por meio de cabos. Toda instalação que apresente perigo ou obstáculos deve ser eliminada.


Bola


     A bola empregada nas partidas de voleibol é composta de couro ou couro sintético e mede aproximadamente 65cm de perímetro. Sua cor pode ser uniforme e clara ou uma combinação de cores. Ela pesa em torno de 270g e deve ser inflada com ar comprimido a uma pressão de 0,30 kg/cm2.


Rotação


     A rotação sempre acontece, quando o adversário está sacando e o meu time faz o ponto, nos demais momentos, meu time não deve rodar.
     O sentido da rotação é horário, diferente das posições cujo o sentido é anti-horário.  


Líbero



  • Ótimo jogador para fundamentos de defesa (Ataques adversários);
  • Joga somente na zona de defesa nas posições 1, 5 e 6;

  • Não pode sacar e nem bloquear;
  • USA o uniforme diferente dos demais jogadores.

Antes do início do jogo e depois do jogo (o capitão)


     O capitão da equipe assina a súmula do jogo e representa sua equipe no sorteio.
     Agradece aos árbitros e assina a súmula para ratificar o resultado.


Equipe de Arbitragem


     A equipe de arbitragem para uma partida é composta dos seguintes oficiais:
  • o primeiro árbitro.
  • o segundo árbitro.
  • o apontador.
  • quatro(dois) juízes de linha.

     Para as Competições Mundiais e Oficiais da FIVB, um apontador assistente é obrigatório.


Conseqüências de uma falta


     A consequência de uma falta é a perda de rally. O adversário da equipe que cometeu a falta ganha o rally com uma das seguintes consequência. Se a equipe adversária efetuou o saque, esta marca um ponto e continua a sacar; 


Situações Consideradas Erros


  • O jogador toca consecutivamente duas vezes na bola ("dois toques").1
  • O jogador empurra a bola, ao invés de acertá-la. Este movimento é denominado "carregar".
  • A bola é tocada mais de três vezes antes de retornar para o campo adversário.
  • A bola toca a antena, ou passa sobre ou por fora da antena em direção à quadra adversária.
  • O jogador encosta na rede com qualquer parte do corpo exceto os cabelos.
  • O jogador bloqueia o saque adversário.
  • O jogador está fora de posição no momento do saque.
  • O jogador saca quando não está na posição 1.
  • O jogador toca a bola no espaço aéreo acima da quadra adversária em uma situação que não se configura como um bloqueio ("invasão por cima").
  • O jogador toca a quadra adversária por baixo da rede com qualquer parte do corpo exceto as mãos ou os pés ("invasão por baixo").3
  • O jogador leva mais de oito segundos para sacar
  • No momento do saque, o jogador pisa na linha de fundo ou na quadra antes de fazer contato com a bola
  • No momento do saque, os jogadores que estão na rede pulam e/ou erguem os braços, com o intuito de esconder a trajetória da bola dos adversários. Esta falta é denominada screening.

FUNDAMENTOS

• Saque (Mão) - Inicia o ponto, acontece atrás das linhas de fundo da quadra;

Recepção ou Passe (Manchete (antebraços) ou Toque (ponta dos dedos)) -  consiste em receber o saque; 

• Defesa (Qualquer parte do corpo) - Movimento que impede a efetivação de um ponto, iniciando um novo ataque;

Levantamento(Ponta dos dedos) É a preparação para o ataque de um companheiro;

• Bloqueio (Palmas das mãos) - Tentativa de bloquear a passagem de um ataque adversário;

• Ataque (Palma da mão) - A tentativa de pontuar cortada em direção à quadra adversária.

Judô

Histórico

     O judô é uma arte marcial esportiva.

     Foi criado no Japão, em 1882, pelo professor de Educação Física Jigoro Kano (1860 – 1938). Ao criar esta arte marcial, Kano tinha como objetivo criar uma técnica de defesa pessoal, além de desenvolver o físico, espírito e mente.
     O judô teve uma grande aceitação no Japão, espalhando, posteriormente, para o mundo todo, pois possui a vantagem de unir técnicas do jiu-jitsu (arte marcial japonesa) com outras artes marciais orientais.      Esta arte marcial chegou ao Brasil no ano de 1922, em pleno período da imigração japonesa.     Esporte Olímpico de grande prestígio e muito disputado, tem no Brasil um "celeiro" de bons lutadores, fazendo o país ser reconhecido e admirado internacionalmente, inclusive no Japão. Por ser um esporte de triunfos nacionais, tem "sua marca" associada ao sucesso.


Princípios do Judô

     Os princípios que inspiraram Jigoro Kano quando da idealização do judô foram:

  • Princípio da Máxima Eficácia do Corpo e do Espírito (Seiryoku Zen’Yo):

     É ao mesmo tempo a utilização global, racional e utilitária da energia do corpo e do espírito. Jigoro Kano afirmava que este princípio deveria ser aplicado no aprimoramento do corpo. Servir para torná-lo forte, saudável e útil. Podendo ainda ser aplicado para melhorar a nutrição, o vestuário, a habitação, a vida em sociedade, a atividade nos negócios na maneira de viver em geral. Estando convencido que o estudo desse princípio, em toda a sua grandeza e generalidade, era muito mais importante e vital do que a simples prática de uma luta. 

     Realmente, a verdadeira inteligência deste princípio não nos permite aplicá-lo somente na arte e na técnica de lutar, mas também nos presta grandes serviços em todos os aspectos da vida. Segundo Jigoro Kano, não é somente através do judô que podemos alcançar este princípio. Podemos chegar à mesma conclusão por uma interpretação das operações cotidianas, através de um raciocínio filosófico.


  • Princípio da Prosperidade e Benefícios Mútuos (Jita Kyoei):

     Diz respeito à importância da solidariedade humana para o melhor bem individual e universal. Achava ainda que a ideia do progresso pessoal devia ligar-se a ajuda ao próximo, pois acreditava que a eficiência e o auxílio aos outros criariam não só um atleta melhor como um ser humano mais completo.



  • Princípio da Suavidade (Ju):

     Ju ou suavidade, é o mais diretamente físico, mas que no entender de Jigoro Kano deveria ser levado ao plano intelectual.



Regras Básicas

     O judô se consiste em você tentar derrubar seu oponente de costas, fazendo com o arbitro lhe de pontuações, o que fizer mais pontuações ganha. Por isso que existe variação de ponto. Finalizasse a luta quando você da um ippon golpe perfeito, quando é finalizado por um estrangulamento, chave de articulação, ou quando é imobilizado por 25 segundos. Ai chega o fim da luta, pois você não tem mais como seguir a luta após tomar um golpe ippon.
     
     As lutas de judô são praticadas num tatame de formato quadrado (de 14 a 16 metros de lado). Cada luta dura até 5 minutos. Vence quem conquistar o ippon primeiro. Se ao final da luta nenhum judoca conseguir o ippon, vence aquele que tiver mais vantagens.


Pontuação

  • Ippon: O objetivo do judô é conquistar o ippon (ponto completo). O ippon é conquistado quando um judoca consegue derrubar o adversário, imobilizando-o, com as costas ou ombros no chão durante 30 segundos. Quando o ippon é concretizado o combate se encerra.
  • Wazari: Outra forma de conquistar o ippon é através da obtenção de dois wazari, que valem meio ponto (vantagem). O wazari é um ippon que foi aplicado de forma incompleta, ou seja, o adversário cai sem ficar com os dois ombros no tatame.
  • Yuko: Quando o adversário vai ao solo de lado. Cada yuko vale um terço de ponto.
  • Koka: Menor pontuação do judô. Vale um quarto de ponto. Ocorre quando o adversário cai sentado. Quatro kokas não gera o final da luta, embora ele seja cumulativo.


Pontuação no chão (NE-WAZA)


Ossae-Waza – imobilizações


O arbitro dirá OSSAE-KOMI, ou seja, imobilizado, o atleta esta sendo imobilizado.

  •           De 15 segundos a 19 segundo imobilizando o oponente equivale a um yuko.
  •           De 20 segundos a 24 segundo imobilizando o oponente equivale a um wazari.
  •          25 Segundos imobilizando o oponente equivale  a um ippon.    

Kansetsu-Waza – Técnicas de chave de braço ou articulação e Shime-Waza – Técnicas de Estrangulamento

     ”Não há limite de tempo” Mas caso o arbitro veja que ambos os atletas não estão demonstrando experiência, desempenho ou que apenas uns deles esta tentando ganhar tempo para acabar logo a luta, o arbitro dirá Mate e assim ambos devem parar e voltar à posição inicial ou em pé frente a frente, assim novamente o juiz dizendo Hajime.

     Também o juiz(arbitro central) pode dizer SONO – MAMA, ambos os atletas devem ficar estáticos ou seja, parado e nisso o arbitro central chamara os árbitros laterais e pedirá a opinião deles, em seguida ele dirá hajime para prosseguir com a luta.
     Caso o atleta bata três vezes o com a mão ou pé (de preferência com a mão para o oponente sentir e que seja visível para os árbitros) ou que diga a palavra MAITA (pois significa desistir) bem alto.


Penalidades


     O árbitro não dirá chui caso seja o segundo shido e nem no terceiro shido que é keikoki, em ambos os casos o arbitro dirá shido.

  • Shido: Advertência
  • Shido (Chui): Falta, penalidade o seu oponente fica com vantagem de um yoko.
  • 3°Shido (Keikoki): Equivale a um wazari para o seu oponente
  • Hansoku-Make: Violação gravíssima perde a luta e o oponente ganha automaticamente a luta.


Proibições

     No judô não são permitidos golpes no rosto ou que possam provocar lesões no pescoço ou vértebras. São proibidos também os golpes no rosto do adversário. Quando estes golpes são praticados, o lutador é penalizado e, em caso de reincidência, pode ser desclassificado.

Golpes

  • Ashi-guruma
  • O-soto-gari
  • Tomoe-nague
  • Hon-kessa-gatame
  • Hane-goshi
  • O-soto-guruma
  • Tsuri-goshi
  • Juji-gatame
  • Harai-goshi
  • O-soto-otoshi
  • Tsuri-komi-goshi
  • Kata-gatame
  • Harai-tsuri-komi-ashi
  • O-uchi-gari
  • Uchi-mata
  • Kuzure-kami-shiro-gatame
  • Hiza-guruma
  • Sassae-tsuri-komi-ashi
  • Uki-goshi
  • Kuzure-tate-shiro-gatame

  • Kata-guruma;
  • Seoi-nague;
  • Uki-otoshi;
  • Kuzure-yoko-shiro-gatame;
  • Koshi-guruma;
  • Soto-maki-komi;
  • Uki-waza;
  • Makura-kessa-gatame;
  • Ko-soto-gake;
  • Sukui-nague;
  • Ura-nague;
  • Tate-shiro-gatame;
  • Ko-uchi-gari;
  • Sumi-gaeshi;
  • Ushiro-goshi;
  • Ude-gatame;
  • Ko-uchi-makikomi;
  • Sumi-otoshi;
  • Yoko-gake;
  • Ushiro-kessa-gatame;
  • O-goshi;
  • Tai-otoshi;
  • Yoko-guruma;
  • Yoko-shiro-gatame;
  • O-guruma;
  • Tani-otoshi;
  • Yoko-otoshi;
  • Okuri-ashi-barai;
  • Te-guruma;
  • Yoko-wakare.